EU AINDA NÃO SEI UM NOME

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EU AINDA NÃO SEI UM NOME

Mensagem por Lilith Moon em Dom Jul 23, 2017 2:01 am

O Narrador


Olá queridos leitores, sou eu quem voz fala, O Narrador. Eu venho fazendo este trabalho há anos e esta é mais uma história que irei conduzi-los capítulo por capítulo até o seu total desenrolar. Agora sente em um lugar confortável. Está realmente confortável? Pegue uma boa xícara de chocolate quente (recomendações pessoais do autor) e deixe-se levar.

Clique em um dos títulos a seguir para ser levado até o determinado capítulo.



BY AKEIDO


Última edição por Lilith Moon em Dom Jul 23, 2017 2:03 am, editado 2 vez(es)
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Re: EU AINDA NÃO SEI UM NOME

Mensagem por Lilith Moon em Dom Jul 23, 2017 2:01 am

Inveja


Amélia já tinha seus sessenta e cinco anos de idade e descobriu que era infeliz. Era rica, vivia em bairro nobre, era mãe de duas lindas meninas, uma futura médica e outra já formada em jornalismo, porém a grama do vizinho era sempre mais verde. Ela possuía tudo que queria — era viúva de um advogado que ficou milionário após defender uma certa empresa —, mas já não era o suficiente, ela queria mais, ela precisava de mais.

Todos os dias ela saía no mesmo horário para caminhar, bem a tempo de voltar para ver toda a programação de começo de dia que os idosos costumam assistir. Só que aquela manhã estava diferente de todas as outras que ela já tinha visto. Uma neblina espessa cobria todo o campo de visão, até o chão parecia não existir mais. Os poucos carros que saíam das casas passavam com o farol acesso ignorando completamente a senhora de longos cabelos loiros esbranquiçados enrolada em um grande cachecol xadrez. Dobrou algumas ruas e parou de reconhecer as construções erguidas ao seu redor.

Psiu — sussurrou uma voz fria no meio do nada.
— Quem está aí? — perguntou Amélia, dando mais alguns passos. A neblina começou a se dissipar bem a tempo dela não se chocar contra uma barraquinha de madeira. Uma jovem de longos cabelos negros presos em uma faixa laranja, brincos dourados e com o olhar dissimulado estava sorrindo para ela. Era um sorriso viciante, daqueles que você nunca mais quer parar de olhar.
Eu te conheço há mais tempo, e melhor, do que você pensa. Amélia, a senhora passa por aqui todos os dias e nunca me notou até agora, mas eu sei tudo sobre você. — definitivamente era uma cigana. Não uma qualquer, desesperada por dinheiro em troca de uma falsa leitura de mãos, uma poderosa. Amélia podia sentir sua pele se arrepiar conforme as palavras saíam da boca da cigana.

Olhou os fracos coloridos espalhados pela barraquinha. Todos estavam com uma etiqueta de preço que variava de um real até vinte e cinco. “Era um preço caro para se pagar por água colorida”, pensou a senhora. A cigana a olhou curiosa, como se pudesse ler sua mente, e podia.
Não é uma mera água colorida, cara Amélia. Eu vendo poções do desejo. As mais baratas são para desejos que não são tão relevantes, As mais caras são para desejos que mudam completamente a vida de alguém. Cada pedido tem seu tempo para realizar, assim muitos acham que essas poções não dão certo. — a cigana tirou os cabelos dos olhos com a mão e deitou o corpo para frente. — Acredite em mim, estas mãos fizeram cada uma que você pode ver por aqui. As poções são muito poderosas, muitas vezes até para mim.

A senhora pareceu pensativa por alguns momentos. Seu coração estava inquieto e tudo que ela queria no momento era testar uma poção e esperar que desse certo.
— Qual a sua poção mais eficiente?

A poção mais eficiente era também mais cara que todas as outras. Amélia gastou cem reais em um frasco escuro e pesado — não fisicamente —, a energia que aquele líquido emanava era no mínimo maléfica. Amélia possuía apenas um desejo e sem dúvidas era de todo o seu coração, ou pelo menos o que ainda sobrava dele. Ela não sabia se deveria falar em voz alta, mas preferiu apenas pensar somente no que queria.

Pensou e bebeu.

Uma forte dor invadiu a cabeça da velha senhora e um segundo depois ela não sabia mais em que lugar estava. A barraquinha havia desaparecido, o frasco já não estava mais lá e parecia ser oito da manhã. Realmente ela já não estava mais no mesmo lugar de antes, acordou jogada em seu quintal e não se lembrava como chegou ali.

Entrou em casa e estava sozinha, parou e pensou sobre seu pedido e achou muito adequado para a melhoria da região. Não era um bem apenas para si, mas para todos. Amélia não se achava egoísta, pelo contrário, era totalmente altruísta e queria muito acreditar nisso. Ela podia sentir um sentimento ruim se aproximando como uma nevasca quando já não se suporta mais o frio. Por um momento ela se arrependeu de ter tomado a poção.


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